PRÊMIO
NOBEL DE FÍSICA
Pais da era do MP3 e dos minidiscos ganham o Prêmio Nobel
de Física. Cientistas possibilitaram armazenar muitos dados
em pouco espaço.
Um
francês e um alemão ganharam o Prêmio Nobel de
Física deste ano. Albert Fert, da Universidade Paris-Sud,
em Orsay (França) e Peter Gruenberg, do Centro de Pesquisa
de Juelich (Alemanha), dividirão o prêmio de cerca
de US$ 1,5 milhão, oferecido pela Academia Real de Ciências
da Suécia. No fim dos anos 80, eles descobriram como manipular
as propriedades magnéticas elétricas de camadas de
átomos para armazenar vastas quantidades de informação
em discos rígidos de computadores e outros aparelhos digitais
cada vez menores.
Os trabalhos de Fert e Gruenberg permitiram o desenvolvimento dos
MP3s, MP4s. iPods entre outros aparelhos digitais que conseguem
comprimir em espaços cada vez menores,um volume de dados
cada dia maior. Não fosse pela tecnologia criada pela dupla
não caberia quase que nenhuma música num iPod.
Pesquisas foram conduzidas de forma independente.
As pesquisas dos dois cientistas foram conduzidas separadamente,
mas, em 1988 ambas levaram a métodos mais sensíveis
para ler informações armazenadas em discos rígidos.
Com isso, a indústria eletrônica passou a usar discos
cada vez menores.
- A indústria do MP3 e do iPod simplesmente não existiria.
– afirmou Borje Johansson, da academia sueca. Eles revelaram
um fenômeno chamado magnetorresistência gigante. Sob
esse efeito, mudanças muito fracas no campo magnético
geram alterações significativas na resistência
elétrica de certos materiais. É por meio desse processo
que é possível armazenar magneticamente informações
num disco rígido que, depois, podem ser convertidas em sinais
elétricos capazes de serem lidos pelo computador.
Quanto menor o disco, mais fraco o sinal magnético. Por isso,
a tecnologia para detectá-lo foi fundamental para reduzir
o tamanho dos discos. O primeiro aparelho produzido com essa tecnologia
foi lançado em 1997 e a técnica “logo se tornou
um padrão”, como apontou o comitê do Nobel.
Para o porta-voz do Instituto Americano de Física, Phil Schewe,
o prêmio louva “a incrível combinação
da física com uma vasta aplicação prática.”
(Jornal O GLOBO – CIÊNCIA – Pág. 36 de
10/10/2007).
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